O narrador da
história é onisciente e onipresente. Tudo é apresentado de um único foco. Ou
seja, os aspectos da história, como os valores e os costumes, são mostrado de
um só ponto de vista. O narrador sabe sobre todas as características das
personagens, como se viajasse junto com elas, acompanhando não só seus
movimentos, como também seus sentimentos e pensamentos.
“Raros são os seus
pensamentos: ou rememora as léguas que andou, ou computa as que tem que vencer
para chegar ao término da viagem. “ (página 16)
Há também um
intrometimento do narrador na história, criticando, duvidando e avaliando os
personagens e seus posicionamentos diante ao enredo.
“Depois, que
cadeia misteriosa de simpatia a ia prendendo àquele estranho, simples viajante
que via hoje, para, sem dúvida, nunca mais tornar a vê-lo? [...] A muito obriga
a gratidão.” (páginas 75 e 76).
Além disso, há
também um discurso sertanejo, com dialetos regionais e uso da oralidade. Seria
como se os personagens também se intrometessem na narração.
Nota do narrador:
“A receita do leite de jaracatiá para a cura da hipoemia intertropical é
verídica e causou-nos grande admiração, quando a ouvimos aconselhada por um
médico do sertão.”
Enfim, analisando
o foco narrativo do livro, podemos perceber os diversos aspectos que são
tratados, desde a linguagem até à forma de como as ideias são expostas.
quais os principais conflitos da narrativa?
ResponderExcluirTbm quero
ExcluirNao presta
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